Artigo: De 0 a 10 qual sua nota?

06 NOV 2017
06 de Novembro de 2017
Por Danylo Santos

Se Deus com toda a sua grandeza deixa para julgar o homem no fim de sua vida, por qual motivo, nós, simples mortais, achamos que temos o direito de julgar e muitas vezes até condenar nosso semelhante durante a vida? Recentemente deparamo-nos com centenas de pessoas fazendo uso desse hábito em uma pesquisa na rede social facebook. A enquete traz(ia) a seguinte interpelação: Você aprova a administração do prefeito João Barbosa e do vice-prefeito André Machado? Sim ou Não.  De 0 a 10 qual a sua NOTA? Alguns pontos devem ser considerados antes de responder tais perguntas. A minha aprovação deve ser dada mediante ao trabalho executado em todas as áreas ou individualmente? A gestão só merece ser aprovada se realizar aquilo que EU – somente eu – acho que deve ser feito ou aquilo que realmente pode ser feito? Os gestores estão fazendo tudo que precisa ser feito ou tudo que tem condição de ser feito? O que estou fazendo pela minha cidade além de criticar? Devemos responder essas perguntas para nós mesmo antes de proclamarmos sim ou não.  Não precisamos indicar notas aos administradores, temos que apresentar solução para aquilo que pode ser melhorado. Se analisarmos friamente, deixando as paixões de lado, com dados em mãos, levando em conta as condições financeira que Piracanjuba e o Brasil vive, temos de parabenizar a gestão Amauri Ribeiro e gestão João Barbosa, sem compará-las, apenas levar em conta que uma fez e a outra está fazendo o que a situação permite fazer. Ambas tem erros, mas nosso estudo deve ser feito como um todo e não em fatos isolados. Não existe nada mais desmotivador que uma critica injusta. Doar-se em prol de uma causa e não ter reconhecimento. Por isso torna-se compreensível o motivo pelo qual o ex-prefeito Amauri Ribeiro não quis tentar à reeleição e o atual prefeito João Barbosa diz não ter mais nenhuma pretensão política, ambos bons homens, íntegros, corretos, se realmente saírem da vida pública será uma grande perca, porque trazem consigo algo que o dinheiro não compra e votos não dão algo chamado caráter. E quando bons homens saem da vida política vemos crescer a injustiça, o poder agiganta-se nas mãos dos maus, então passamos a rir-se da honra, desanimar-se da justiça e perguntar se vale apena ser honesto. Para concluir torno a perguntar: Se Deus com toda a sua grandeza deixa para julgar o homem no fim de sua vida, que direito eu e você temos de julgar e muitas vezes até condenar nosso semelhante? 

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